sábado, 13 de outubro de 2012

VÍDEO-AULA 17 - Temas Transversais: Pedagogia de Projetos

Conceitos centrais da aula
Aspectos das estratégias do trabalho com projetos:
- Um projeto tem um ponto de partida e o planejamento das ações;
- O professor é um estrategista que vai mudando o rumo do projeto de acordo som as necessidades;
- Está ligado a um trabalho interdisciplinar e transdisciplinar. A interdisciplinaridade está ligada a relações mais fortes entre as disciplinas, tendo em vista que a realidade não é fragmentada e disciplinar. A transdiciplinaridade é a busca de temas que atravessam de forma transversal as disciplinas;
- O professor registra o percurso da atividade e as contribuições dos alunos e traça um paralelo entre os temas e as disciplinas.

Considerações
O vídeo "O que é um projeto?" apresenta a construção de um celeiro por um grupo de pessoas e aponta quais os aspectos necessário para a realização de projeto, tais como: meta, trabalho em grupo, conhecimentos dos recursos, entusiamos, determinação, imprevistos, entre outros.
Nos projetos na escola podem ser trabalhados os mesmos aspectos apresentados no filme.


Vídeo retirado do site: https://www.youtube.com/watch?v=Hfd8ui-kLFA acesso em 02/11/2012 às 16h42.
 

VÍDEO-AULA 18 - Temas Transversais: Educação integral

Conceitos centrais da aula
Na cidade São José dos Campos, em São Paulo, há uma experiência de educação integral que tem como objetivo trabalhar a educação não só na dimensão cognitiva, mas também afetiva, social e cultural.
 
A rotina nesta escola:
- Momento de acolhimento em que é feito uma conversa para resolução de conflitos, por exemplo;
- Café da manhã;
- Lição de casa em que se aprende procedimentos de estudo;
- Ateliê onde há desenvolvimento de oficinas e o tema é escolhido de acordo com o interesse do aluno (teatro, astronomia, etc.). O professor é o mediador da aprendizagem e há um planejamento conjunto.
 
Deste modo, todos os espaços são de aprendizagem significativas e os alunos são mais ativos e os professores e alunos aprendem mais.
 
Considerações
A reportagem que segue apresenta algumas práticas que podem auxiliar o trabalho em tempo integral nas escolas, além disso defende-se um projeto pedagógico de qualidade:
 
Mais tempo na escola, mas para quê?
Aumento de carga horária só levará à melhora do ensino se o período estendido se relacionar a um projeto pedagógico de qualidade
Ana Ligia Scachetti (novaescola@atleitor.com.br)

 
Imagem retirada do site: http://revistaescola.abril.com.br/politicas-publicas/mais-tempo-escola-679008.shtml acesso em 29/10/2012 às 8h58.

Resultado positivo depende de revisão do contexto escolar
Para justificar a ampliação da carga horária, o governo alega que países com melhor desempenho no Programa Internacional de Avaliação de Alunos (Pisa) têm jornadas diárias maiores que a do Brasil. Os dados da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) mostram, no entanto, que há situações variadas. Algumas nações oferecem pouco tempo diário de instrução e possuem ótimas notas. Outras não estão tão bem na avaliação, mas têm o período de aulas acima da média.
No Brasil, de acordo com o estudo Tempo de Permanência na Escola, realizado pela Fundação Getulio Vargas (FGV) em 2009, a média de tempo que os estudantes entre 4 e 17 anos ficam na escola é ainda menor que o oficial: apenas 3,47 horas diárias. As faltas são um dos motivos para a redução da jornada efetiva. Levando em conta que o formato atual não funciona adequadamente, somente aumentar as horas é insuficiente para melhorar o nível de ensino. A duração do horário oficial e as atividades posteriores a ele são indicadores das oportunidades de aprendizado, mas o mais importante é o uso que se faz de cada momento (leia abaixo como as horas na escola podem ser mais bem aproveitadas).
O período integral não é, portanto, um milagre. Até o MEC admite que é preciso rever todo o contexto escolar ao implementar uma mudança desse tipo em Caminhos da Educação Integral no Brasil: Direito a Outros Tempos e Espaços Educativos (Jaqueline Moll [org.], 504 págs., Ed. Penso, tel. 51/3027-7000, 76 reais).
Para que as aulas extras signifiquem ganho de qualidade, é necessário que elas tenham relação com os conteúdos das outras disciplinas. As novas atividades devem ser tratadas com seriedade e ter metas claras para que todos saibam onde se pretende chegar e ganhem com o horário estendido.
Tempo bem gasto
 
Práticas essenciais para escolas com horário estendido:
- Não desperdiçar os minutos a mais.
- Elaborar um plano de trabalho bem detalhado.
- Priorizar as ações com foco em objetivos de aprendizagem claros.
- Individualizar o ensino com base nas necessidades de cada estudante.
- Usar o tempo para construir uma cultura de expectativas altas e com prestação de contas feitas por todos os setores da escola.
- Oferecer uma Educação variada e completa.
- Preparar os estudantes para o Ensino Médio e para uma carreira.
- Avaliar, analisar e responder a dados sobre o desempenho dos alunos.
- Combater as aulas vagas e as faltas de professores e alunos.
Fontes The National Center on Time & Learning, nos Estados Unidos e Simon Schwartzman, do Instituto de Estudos do Trabalho e Sociedade (IETS)

Reportagem retirada do site da Revista Nova Escola: http://revistaescola.abril.com.br/politicas-publicas/mais-tempo-escola-679008.shtml?page=1 acesso em 29/10/2012 às 8h53.

VÍDEO-AULA 19 - Educação e Valores: Podem a ética e a cidadania serem ensinadas?

Conceitos centrais da aula
O trabalho com ética e cidadania não é algo novo nas escolas, tal como o trabalho com a alimentação saudável.
Na Grécia Clássica nos textos, poemas e tragédias de Aristóteles verifica-se que há 2.500 anos atrás havia uma preocupação na formação de uma educação ética. Para Aristóteles o Homem se torna virtuoso pelo hábito, natureza e razão.
Já na Grécia Homérica há 400 anos antes de Aristóteles acreditava-se que a virtude era algo herdado, ou seja, não poderia ser ensinada.

Sócrates faz uma discussão se a virtude pode ser ensinada ou não.
Para ele a ética pode ser ensina, contudo, ele questiona quem está habilitado para fazer isto e quem é o mestre capacitado para ensinar um indivíduo a ser um homem de bem.

Segundo Protágoras a formação ética não é uma disciplina especializada como matemática. A formação ética cabe a todos, não está restrita ao professor, outras instituições também auxiliam neste tarefa, como a religião e a família. A ética não está separada do conteúdo escolar.  
 
Considerações
O trabalho com a ética e a cidadania não é algo novo. Além disso, existem diferentes formas e recursos para fazê-la.
O texto que segue é um dos meios de trabalhar a ética com os alunos e mostra o papel dos pais para a formação cidadão dos filhos:

Uma Pescaria Inesquecível
James Lenfestey
 

Imagem retirada do site: http://www.construirnoticias.com.br/asp/materia.asp?id=1209 acesso em 02/11/2012 às 17h08.

Ele tinha onze anos e, a cada oportunidade que surgia, ia pescar no cais próximo ao chalé da família, numa ilha que ficava em meio a um lago.
A temporada de pesca só começaria no dia seguinte, mas pai e filho saíram no fim da tarde para pegar apenas peixes cuja captura estava liberada.
O menino amarrou uma isca e começou a praticar arremessos, provocando ondulações coloridas na água. Logo, elas se tornaram prateadas pelo efeito da lua nascendo sobre o lago.
Quando o caniço vergou, ele soube que havia algo enorme do outro lado da linha. O pai olhava com admiração, enquanto o garoto, habilmente e com muito cuidado, erguia o peixe exausto da água.
Era o maior que já tinha visto, porém sua pesca só era permitida na temporada. O garoto olhou para o peixe, tão bonito, as guelras movendo para trás e para frente. Em seguida, o pai olhou para o peixe e depois para o menino, dizendo:
— Você tem de devolvê-lo, filho!
— Mas, papai, reclamou o menino.
— Vai aparecer outro, insistiu o pai.
— Não tão grande quanto este, choramingou a criança.

O garoto olhou à volta do lago. Não havia outros pescadores ou embarcações à vista. Voltou novamente o olhar para o pai. Mesmo sem ninguém por perto, sabia, pela firmeza em sua voz, que a decisão era inegociável. Devagar, tirou o anzol da boca do enorme peixe e o devolveu à água escura. O peixe movimentou rapidamente o corpo e desapareceu.
Naquele momento, o menino teve certeza de que jamais pegaria um peixe tão grande quanto aquele. Isso aconteceu há trinta e quatro anos. Hoje, o garoto é um arquiteto bem-sucedido. O chalé continua lá, na ilha em meio ao lago, e ele leva seus filhos para pescar no mesmo cais.
Sua intuição estava correta. Nunca mais conseguiu pescar um peixe tão maravilhoso como o daquela noite. Porém, sempre vê o mesmo peixe todas as vezes que depara com uma questão ética. Porque, como o pai lhe ensinou, a ética é simplesmente uma questão de certo e errado. Agir corretamente, quando se está sendo observado, é uma coisa. A ética, porém, está em agir corretamente quando ninguém está nos observando. Essa conduta reta só é possível quando, desde criança, aprendeu-se a devolver o peixe à água.
A boa educação é como uma moeda de ouro:
tem valor em toda parte.


Texto: Uma Pescaria Inesquecível, de James P. Lenfestey, do livro Histórias para Aquecer o Coração dos Pais, Editora Sextante.
 
Texto retirado do site: http://www.construirnoticias.com.br/asp/materia.asp?id=1209 acesso em 02/11/2012 às 17h08. 
 

VÍDEO-AULA 20 - Educação e Valores: Violência e educação UNIVESP TV: Violência nas escolas

Conceitos centrais da aula
A violência emudece, quebra discursos antes sólidos, não é um tema de fácil discussão e tem-se a impressão que a violência tomou conta do mundo.
Um dos desafios da escola é discutir e falar da violência e tomar medidas para minimizá-la, pois ela não tomou conta.

A escola não dá conta de lidar e resolver todos os tipos de volência sozinha, tal como o crime organizado, que é uma responsabilidade do Estado.

As violências mais levantadas são as do entorno da escola, como o tráfico de drogas e brigas de gangues. Contudo, há locais violentos que não há violência na escola, pois há um diálogo com a comunidade.

Deste modo, as instituições escolares devem realizar um diagnóstico das situações de violência (como, onde, por que e com quem) para verificar como reagir em cada situação.

Considerações
O vídeo exibido pelo programa "Fantástico" da Rede Globo exemplifica quatro  situações de violência nas escolas:
- Agressão física entre estudantes motivado por troca de apelidos. As mães ao invés de tentarem solucionar o problema na escola pelo diálogo, acabam se agredindo também;
- Mãe que agride professora, pois a filha alega a mãe que está tendo problemas na escola;
- Aluno que agride a diretora;
- Alunos que incendeiam carteiras da sala de aula.


Vídeo retirado do site: http://www.youtube.com/watch?v=-XXTl5lwlWE acesso em 01/11/2012 às 23h35.

VÍDEO-AULA 21 - Temas Transversais: Sentimentos e afetos como tema transversal

Conceitos centrais da aula
Como inserir o sentimento e o afeto na estrutura curricular, ou seja, o sentimento e o afeto como temas transversais?
 
Três conceitos centrais podem ser trabalhados:
- Valores: que surgem da projeção positiva nas pessoas, objetos e situações;
- Autoestima: é fundamental para a construção da cidadania;
- Autoconhecimento: tomar ciência de si mesmo, auto imagem, sentimentos projetados sobre si. 

Como incorporar os sentimentos e afetos no cotidiano de nossas escolas?
Transformar o sentimento e o afeto como objeto de conhecimento.

Atividades de uma experiência em escola pública sobre o trabalho com sentimentos e afetos:
* 1° etapa: falar livremente dos sentimentos;
* 2° etapa: desenhar o contorno do corpo e colocar os sentimento no corpo;
* 3° etapa: representar uma situação de tristeza, sentimento escolhido pelas crianças;
* 4° etapa: elaborar quatro formas de amenizar a tristeza levantada na atividade anterior.

Considerações
Os valores, a autoestima e o autoconhecimento devem ser trabalhados na escola, ou sejam, devem ser objetos de conhecimento para os alunos e professores.
A charge que segue mostra um aluno que foi mal na prova e a professora ao invés de incentiva-lo, pois sua autoestima está comprometida, deprecia mais o aluno:
 

VÍDEO-AULA 22 - Temas Transversais: Prática de projetos e transversalidade em sala de aula: questões de Gênero no cotidiano escolar

Conceitos centrais da aula
O documento norteador para o trabalho com temas transversais é o Parâmetro Curricular Nacional e os eixos propostos estão ligados a: ética, pluralidade cultural, meio ambiente, saúde, orientação educacional e temas locais.  
 
Para a elaboração de um Projeto na escola deve-se:
- Selecionar o tema transversal;
- Adesão voluntária dos envolvidos;
- Elaboração do Projeto interdisciplinar.
 
Para trabalhar a questão de gênero podem ser utilizados três eixos norteadores:
- Ética;
- Orientação sexual;
- Diversidade cultural.
 
Na nossa prática ainda temos concepções equivocadas de gênero... um exemplo é a divisão de filas entre meninos e meninas, ao invés de dividirmos em quem nasceu no primeiro e no segundo semestre.
 
Considerações
O trabalho com gênero no contexto escolar é algo necessário e pode ter três enfoques:
- Sexo: relacionado a determinação biológica;
- Relações de gênero: representações socialmente constituídas;
- Sexualidade: significado atribuído à condição definida geneticamente.

 
 
 

VÍDEO-AULA 23 - Educação e Valores: Assembléias escolares e democracia escolar

Conceitos centrais da aula
As assembléias escolares são um espaço de diálogo para a construção de valores democráticos com a resolução de conflitos cotidianos.
O objetivo é construir uma escola democrática e participativa que busca a autonomia do aluno.
 
As assembléias escolares podem ser divididas em:
Assembléia de classe: ocorre dentro da classe para a regular a ação dos alunos na sala. Os alunos escrevem em uma cartolina suas críticas e felicitações. Todos os itens levantados são discutidos em sala com a mediação do professor.
Os alunos elaboram combinados para eles criticarem os fatos e não as pessoas, para não expormos os demais colegas.
Tal assembléia auxilia o aluno para desenvolver a capacidade de argumentação.
 
Assembléia de escola: os representantes de todas as turmas, professores, funcionários e direção participam e expõem as suas críticas e felicitações.
Assim, não está só na mãos dos professores a resolução dos conflitos. Os alunos também ajudam a resolver os conflitos.
 
Assembléia dos docentes: os professores, coordenação e direção discutem a relação interpessoal e questões pedagógicas.
 
Considerações
O trabalho com as assembléias pode propiciar a diminuição da indisciplina, pois a discussão dos problemas torna o comportamento indesejável em níveis democraticamente aceitáveis, além da construção de valores por parte das crianças.
Todos os alunos tem a oportunidade de dar a sua opinião a cerca de uma situação...
Imagem retirada do site: http://jornalismob.com/tag/democracia/ acesso em 02/11/2012 às 17h57.
 
Evidenciando relações democráticas e participativas...
Imagem retirada do site: http://brasillivreedemocrata.blogspot.com.br/ acesso em 02/11/2012 às 18h.

VÍDEO-AULA 24 - Educação e Valores: Diversidade/pluralidade cultural na escola

Conceitos centrais da aula
Com a democratização da escola houve o aumento dos alunos nas escolas e, consequentemente, houve maior diversidade dentro da escola.
Tal fato promove uma discussão: A escola  deve trabalhar a diferença ou a igualdade?
Além disso, surge a dificuldade de lidar com a diversidade.
 
Segundo Silvia Duschatzky e Carlos Skeiar em "O nome dos outros" apresenta:
- O outro como fonte de todo o mal, ou seja, o que foi feito na época do nazismo exterminando o diferente, assim, "acabando com o mal";
- O outro como pleno de uma marca cultural (indígena, africana, etc...) não fazendo parte de outra cultura ou tendo outras características;
- O outro a tolerar, assim, se tolera a diferença sem se trabalhar.

Os documentos que começaram a discutir a pluralidade cultural são:
- A Constituição Brasileira em 1988 apresenta um artigo sobre o ensino de história e geografia devem levar em conta a diversidade cultural;
- A Lei de Diretrizes e Bases da Educação Básica em 1996 fala da diferença, mas com um enfoque mais indígena;
- Os Parâmetros Curriculares Nacionais em 1998 apresentam a pluralidade como uma dos temas transversais a serem trabalhados na escola;
- A lei 10.639 apresenta a obrigatoriedade do ensino da história da África a da cultura afro-brasileira;
- A lei 11.645 estende a obrigatoriedade de trabalhar a cultura indígena nas escolas.   
 
Questões para reflexão:
- Será que nós educadores conseguimos lidar com todas as diferenças?
- O que fazer na escola quanto a temática da pluralidade?
 
Considerações
A obra de arte "Operários" do pintor Tarsila do Amaral expressa a diversidade entre os indivíduos.
Nas escolas brasileiras esta diversidade é muito significativa levando ao professor a buscar ferramentas e teorias para lidar da melhor forma com as diferenças dos alunos.
 
Obra de arte "Operários" do pintor Tarsila do Amaral retirada do site: http://gdeufal.blogspot.com.br/2009_11_01_archive.html acesso em 02/11/2012 às 18h06.

VÍDEO-AULA 25 - Temas Transversais: Estratégia de Projetos e a Construção da Rede

Conceitos centrais da aula
Esta aula mostra as etapas básicas para a construção do projeto e como se elabora a rede.
1° etapa: escolha pela escola ou professor de um tema transversal;
2° etapa: apresentação dos temas aos alunos através de informações ou imagens para a aproximação do tema;
3° etapa: escolha de uma temática mais específica pelos alunos com o auxílio do professor;
4° etapa: elaboração pelas crianças de questões que gostariam de saber sobre a temática, tanto questões individuais e em grupo;
5° etapa: planejamento docente com a construção da rede, preenchendo com os conteúdos que serão trabalhados com a temática. A rede contém o planejamento inicial, o plano de aula do docente e as atividades não previstas.
6° etapa: atividades e pesquisas para encontrar respostas para as perguntas elaboradas.

Considerações
A imagem que segue expressa a ideia de rede que pressupõe uma aprendizagem com significado que se entrelaçam; as relações se entrelaçam e estão em constante atualização:
 

 

VÍDEO-AULA 26 - Temas Transversais: Estratégia de Projetos e Educação em Valores


Conceitos centrais da aula:
A estratégia de projeto pode possibilitar a educação em valores.
Segue exemplo de um projeto:
"Trabalho infantil e a educação no Brasil".

Questões centrais do projeto:
- O que o Governo e nós podemos fazer para ajudar as pessoas que estão sem estudar?;
- Por que existe exploração no trabalho de crianças?

Atividades propostas:
- Vídeo inicial para introduzir o tema. Neste vídeo teve uma informação que os alunos não sabiam, renda per capita. O professor elaborou uma atividade para os alunos calcularem a renda per capita de suas famílias;
- Os alunos escreveram uma narrativa entre uma criança e o seu patrão, assim, trabalharam os conteúdos de português;
- Houve uma troca de cartas entre escolas e os alunos puderam verificar os problemas dos colegas. Os alunos da escola particular observaram que os alunos da escola pública precisavam de jogos. Assim, houve o trabalho com cálculos matemáticos pata verificar o preço dos jogos que eles doariam. 

Considerações
A educação em valores apesar de ser um tema emergente não é trabalhado em muitas escolas por ser algo delegado a família ou visto como "supérfluo" pelos professores. Assim, a formação cidadão fica em segundo plano.
A charge que segue exemplifica esta ideia:

 
Charge retirada do site: http://lrmota.wordpress.com/educacao-e-valores/ acesso em 29/10/2012 às 9h09.
 

domingo, 7 de outubro de 2012

VÍDEO-AULA 27 - Educação e Valores: Práticas de cidadania

Conceitos centrais da aula
A realidade social pode ser analisada por uma perspectiva psicossocial, deste modo:
- A realidade é constituída historicamente;
- O indivíduo produz e é determinado pela realidade social;
- A aquisição do conhecimento refere-se a dar sentido ao mundo e é um processo dialético.
 
Etapas para a elaboração de projetos de atenção direta:
- Contextualização do local que se pretende trabalhar;
- Estabelecimento de parcerias com representantes da comunidade;
- Levantamento das demandas da comunidade (problemas a ser enfrentados);- Problematização das demandas e definição dos temas do projeto.
 
Elaboração do projeto pressupõe:
- Objetivos;
- Definição do público-alvo;
- Metodologia e estratégia de intervenção;
- Resultados esperados;
- Cronograma.

Considerações
O trabalho com projetos propicia o levantamento de problemas, muitos deles que estão no entorno da escola, para que estes sejam solucionados. A charge que segue faz uma satira sobre esta questão:

 
Charge retirada do site: http://geografiaetal.blogspot.com.br/2011/09/mafalda-na-geografia.html acesso em 28/10/2012 às 21h27.

VÍDEO-AULA 28 - Educação e Valores: O fenômeno do Bullying

Conceitos centrais da aula
 
Adota-se o termo Bullying em inglês, pois não há uma palavra em português que consegue explicar este fenômeno.
O Bullying refere-se a atitudes agressivas, intencionais e repetidas que ocorrem sem motivação evidente. A duração é prolongada, há desequilíbrio do poder e impossibilidade de defesa.
 
O Bullying é marcado por ações de humilhação, xingamento, defamação, constrangimento, menosprezo, intimidação, ameaças, exclusões, preseguições, agressão física e roubo.

As pesquisas começaram no Brasil em 2003 pela ABRAPIA (Associação Brasileira Multifuncional de Proteção a Infância e Adolescência). Com as pesquisas foi detectado que o local onde ocorre mais bullying é na sala de aula; 50% das vítimas não denunciam; com as meninas ocorre intrigas e exclusões e com os meninos agressões físicas.
 
Perfil da vítima: indivíduos com pouca socialização; não reagem a agressão; possuem características físicas, comportamentais, econômicas e sexuais diferentes; são impulsivos, não pedem ajuda e as vítimas podem se tornar agressores.  
 
Perfil dos agressores: são de ambos os sexos; não respeitam normas; são líderes; cometem pequenos delitos; possuem desempenho ruim na escola,;tem ausência de culpa; são agressores, desafiadores e mentirosos.  
 
Perfil dos espectadores: observam e omitem os fatos; são passivos, por medo, ou ativos, apoiando os agressores; contribuem para o crescimento do bullying.
 
Consequências: isolamento; queda do rendimento escolar; fobia escolar; mudança de humor; insônia e irritação, transtornos afetivos; suicídios e assassinatos.
 
Intervenções da escola: realizar uma conscientização; sensibilizar a comunidade escolar; propiciar um ambiente confiante e democrático; dar apoio as vítimas, estabelecer regras; aplicar sanções aos agressores.

Considerações
As escolas podem desenvolver projetos para trabalhar e evitar situações de bullying, conforme a charge e o vídeo que seguem:


Charge retirada do site: http://acaoetica.blogspot.com.br/2011/09/modulo-1-educacao-e-construcao-de.html acesso em 29/11/2012 às 9h14.


Vídeo retirado do site: https://www.youtube.com/watch?v=2NEcjFA_JUg acesso em 02/11/2012 às 18h44.