sexta-feira, 5 de julho de 2013

VÍDEO-AULAS (15 - 21)

Vídeo-Aula 15 - Educação especial e inclusão: avanços e desafios - Dados da Educação especial no país
Observa-se que de 1998 a 2011 cresceu muito o número de matrículas de alunos com necessidades educacionais especiais nas escolas regulares, contudo, verifica-se que a grande maioria de crianças e jovens com necessidades especiais estão fora da escola.
 
Realizou de 1998 a 2010 uma pesquisa para verificar como anda a educação especial e levantou-se:
- A falta de registro do trabalho realizado com os alunos. Deste modo pode-se pensar como traçar um diagnóstico com registros irregulares e, como realizar formação, políticas e obter recursos sem informação?
- A falta de diagnósticos ou irregularidades. O MEC tem um decreto que orienta a elaboração deste diagnóstico.
- Ausência da diferenciação do grau de deficiência;
- Quem dá o diagnóstico? Para quê? Dominância de deficiência intelectual;
- A maior parte dos alunos de inclusão são meninos;
- Tempo de permanência na escola pública é de 1 a 4 anos. Elas permanecem mais tempo na sala de recurso e nas escolas especiais;
- Permanecem na mesma série durante muito tempo;
- A maior parte está na educação infantil e no ensino fundamental I;
 
Considerações:
A partir desta aula podemos refletir sobre quais são as possibilidades que as escolas estão fornecendo para as crianças/jovens com necessidades educacionais especiais. Além disso, quais são as formas de garantir a permanência do aluno na escola e fornecer a certificação.
 
Por Dentro da Escola - Educação Especial Inclusão: A professora Angelina Carmela Matiskei, chefe do DEEIN, explica como vem sendo tratada a Política Estadual da Educação Especial na Perspectiva da Inclusão dentro das escolas públicas do Paraná. O programa mostra a importância da desmistificação da comunidade escolar com relação à educação inclusiva e à constante capacitação dos profissionais da educação. TV Paulo Freire. 2009.
 
 
Vídeo retirado do site: https://www.youtube.com/watch?v=w8EDNWyJKg0 acesso em 07/07/2013 às 17h02.
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Vídeo-Aula 16 - Educação especial e inclusão: avanços e desafios - Trajetórias escolares de pessoas com deficiência e a Educação de Jovens e Adultos
Esta aula apresenta duas pesquisas que retratam alunos especiais na Educação de Jovens e Adultos.
 
Na primeira pesquisa o objetivo é mapear dez anos de alunos com deficiência no EJA. Foram levantadas questões quanto:
- Quem são os alunos do EJA (negros, NEE, trabalhadores rurais, ...)
- Aumento de alunos especiais;
- Quanto ao diagnóstico observa-se: a presença da deficiência mental e auditiva; variedades de nomenclaturas para definir as deficiências;
- Dúvidas... Quem dá este diagnóstico? Ele instrumentaliza a ação do professor?
- De onde os alunos vem: a maior parte de escolas especiais e municipais;
 
Na segunda pesquisa tem o intuito de compreender algumas estratégias escolares, tendo em vista os alunos especiais no EJA. Após a primeira pesquisa se estuda a trajetória de alguns alunos especiais.
 
Considerações:
Segue as referências das pesquisas citadas nesta aula: 
- Mapeamento de Dez anos de Alunos com Deficiência na Educação de Jovens e Adultos (TINÓS, L. M. S.; AMORIM, K. S.; 2008).
- Os caminhos de alunos com deficiência à EJA: conhecendo e compreendendo algumas trajetórias escolares (TINÓS, L. M. S.;2010).
 
Observa-se nas pesquisas a falta de um trabalho pedagógico adaptado para o aluno especial; a especificidade de trabalhar com EJA e a discriminação; a falta de certificação dos alunos especiais, a falta de registro dos alunos especiais; 

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Vídeo-Aula 17 - Profissão Docente: O professor e a cidade educadora
A paisagem da cidade contemporânea forma o olhar. O antigo e o novo coexistem nas cidades. O professor pode utilizar os equipamentos e obras de arte presentes no espaço público com o objetivo de expandir o universo cultural dos estudantes.

Temos como exemplo a Estação da Luz. Podemos pesquisar no site e selecionar conteúdos a serem estudados na visita: abertura, tamanho, estrutura e destacar como local de visita. Mostrar que a estação foi um ponto de entrada importante da cidade até a 2° Guerra Mundial e que passou por um incêndio, necessitando uma reforma e reinauguração.
Quando for fazer uma visita é necessário fazer uma explicação sobre o local e saber o que os alunos já sabem, sempre deixando algo para que o aluno possa interagir no espaço visitado.
Depois da visita retomar pontos importantes e desenvolver um projeto para realizar trabalhos práticos e reflexivos.

Considerações:
O passeio possibilita direcionado desde a educação infantil o estudo do espaço público como objeto de formação cultural. Além disso, os próprios moradores da comunidade são fontes vivas de informações sobre o lugar em que se vive e a história da cidade. Os alunos podem participar da pesquisa trazendo objetos, interagindo com os espaços fazendo entrevistas e depois a pesquisa pode ser compartilhada.
 
acesso em 07/07/2013 às 17h19.
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Vídeo-Aula 18 - Profissão Docente: A escola e as instituições culturais
A aula retrata sobre a parceria entre a escola e a instituição cultural. As instituições culturais reúnem objetos de arte interessantes às aprendizagens escolares. Além disso, os museus e casas de cultura podem ser visitados física e virtualmente. 

Os objetos de arte expressam conteúdos de diversas áreas do conhecimento escolar e favorecem seu ensino de modo vivo e instigante tanto da arte universal como das culturas importantes de cada região.

As manifestações artísticas dos alunos podem ser compartilhadas pelas famílias e membros da comunidade convidados.

Considerações:
O estudo das obras de Leonardo em museus virtuais, por exemplo, por sua vasta ação, favorece projetos interdisciplinares entre arte, ciência, história e língua portuguesa.

 
Imagem da obra de Leonardo da Vinci retirada do site: http://astrologia-humanista.blogspot.com.br/2012/11/muito-se-tem-escrito-acerca-da-obra-de.html acesso em 07/07/2013 às 17h05.
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Vídeo-Aula 19 - Educação especial e inclusão: avanços e desafios - O todo pela parte: a questão do estigma

A aula apresenta a história de Tina e Pedro que retrata a amizade de duas crianças com características diferentes, mas que se respeitavam e uma criança aprendia com a outra.
Golffman apresenta a questão do estigma e defende que o estigma ocorre quando o indivíduo está inabilitado para a aceitação social plena. Além disso, a pessoa poderia ter sido facilmente recebido pelo grupo na relação social, mas possui um traço que pode afastar as pessoas, destruindo a possibilidade de atenção para outros atributos. Assim, falamos "ela é deficiente, mas é muito inteligente".
Há deficiências que são perceptíveis, aluno cego, e as deficiências que não são perceptíveis no primeiro momento, como a epilepsia. Além disso, ocorre a generalização da deficiência "o aluno só fez isso porque é deficiente", esquecendo que o indivíduo é uma criança. Em alguns casos há receio do aluno especial interagir com os alunos tidos como normais.
 
Considerações: A história "Pedro e Tina - uma amizade muito especial" conta  a descoberta da amizade pelos dois personagens que não tem nada de parecidos. Pedro faz tudo ao contrário e Tina é muito certinha. A amizade não tinha nada para dar certo, mas aos poucos os dois foram se conhecendo e ensinando tudo o que sabiam um para o outro, fazendo dessa AMIZADE, um sentimento para a vida toda.
Nome Original: Henry and Amy
Autor e Ilustrador: Stephen Michael King
Editora: Brinque-Book
 
Imagem e texto foram retirados do site: http://memoriasdeguigui.blogspot.com.br/2011/01/pedro-e-tina-uma-amizade-muito-especial.html. Acesso em 02/07/2013 Às 19h54.
 
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Vídeo-Aula 20 - Educação especial e inclusão: avanços e desafios - A complexidade no estudo dos processos de desenvolvimento humano
Nos estudos do desenvolvimento humano no campo da educação, da psicologia e da saúde observa-se o foco dos estudos:
- na criança;
- na relação com a mãe: estudos que vem crescendo, colocando a mãe como responsável no processo de desenvolvimento da criança;
- prioridade da relação sobre o indivíduo isolado - sistema: pensando na família;
- biológico-cultural: cultural no coração de análise: pensando o desenvolvimento não só no meio familiar, mas levando em conta todas as relações da criança. 
Desta forma, pensa-se no desenvolvimento para além da criança sozinha, levando em conta os sistemas biológicos, psicológicos e sociais.
 
Pode-se pensar em quem cuida da criança, o modo que a crianças é cuidada, se a pessoa que cuida tem outros afazeres, se o responsável cuida de outras pessoas. Isso reflete nos comportamentos da criança.
 
O entrelaçamento de pessoas e significações, que têm concretude no presente pode promover práticas sociais, delimitam zonas de atuação na interação, é impulsionadora de em determinadas aquisições e direções, ao mesmo tempo que distanciam, impedem ou interdita. 

Considerações:
Tendo em vista os aspectos culturais, temos como exemplo o caso das meninas lobos que apesar do aspecto biológico humano, elas se comportavam e viviam mais como lobos do que como os humanos, incorporando os aspectos culturais dos lobos.

Desta forma, o desenvolvimento ocorre ao longo de um ciclo vital nas e por meio das relações estabelecidas entre as pessoas em um contexto social e culturalmente organizado.

Na Índia, onde os casos de meninos-lobo foram relativamente numerosos, descobriram-se em 1920, duas crianças, Amala e Kamala, vivendo no meio de uma família de lobos.  


 

 

Imagens retiradas do site: http://uniclasse.wordpress.com/2010/08/13/amala-e-kamala-meninas-lobo/ acesso em 03/07/2013 às 10h58.
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Vídeo-Aula 21 - Profissão Docente: A complexidade da constituição docente
A aula retrata a complexidade da constituição docente e mostra que até a década de 1970 o fracasso do aluno era entendido como culpa do aluno e havia investimentos nas competências dos professores para reverter a condição dos estudantes. O professor ensinou, se o aluno não aprendeu a culpa e dele, mas o professor é responsável por reverter esta situação.
 
Nos anos 80 observa-se estudos sobre o funcionamento da escola, estudos psicogenéticos e a desestabilização dos mitos e, a escola é vista como produtora do fracasso escolar. Muda-se a compreensão do problema e a compreensão do papel do professor. Permanece a lógica da formação e verifica-se a competência do professor.
 
Atualmente observa-se a junção de fatores extrínsecos, intrínsecos, profissionalização e a profissionalidade. Os fatores extrínsecos são o curso que ele fez, a escola que ele trabalha e o quanto que ele ganha, assim, verificamos a profissionalização. Os fatores intrínsecos são como o professor vivem a sua formação e traçou seus caminhos, assim, temos o profissionalidade, o mudo de ler o mundo. Verifica-se a bisão de mundo e a cultural profissional.
Neste processo, há também os conhecimentos pedagógicos e os conhecimentos dos conteúdos e, as concepções de aluno, professor e aprendizagem. Tem os saberes aprendidos, formais, e os saberes vivenciados e, as condições subjetivas e objetivas. Todos estes fatores podem gerar a insatisfação e a satisfação.
 
Considerações:
O trabalho do professor refere-se ao conhecer tudo que contempla a sua função, viver, o que diz respeito a sua prática; refletir sobre a sua ação; e lutar para mudar e melhorar as suas condições de trabalho. O professor deve ter uma disponibilidade pessoal para renovar o seu trabalho, além de uma luta pela valorização do ensino e a constituição de um trabalho coletivo. 
O docente deve afirmar-se como sujeito do conhecimento e colocar-se como sujeito que define caminhos e cria alternativas.
Atualmente, há desafios na educação em face da realidade, pela difícil construção de um ensino da realidade e a desvalorização do ensino e o desinteresse dos jovens pelo magistério.  
Segue artigo comentado na aula que exemplifica a complexidade da constituição do professor:
 
Professores em fuga, por Vera Lúcia Pereira dos Santos
Vera Lúcia Pereira dos Santos
21/2/2011 14:52:00
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Não constitui surpresa saber que caiu o número de formandos em cursos que preparam docentes. O desinteresse dos adolescentes pelo magistério não se revelou repentinamente. É reflexo de um processo que vem se corporificando há muito tempo no exercício do magistério, aliado à decadência do ensino público monitorado por políticas públicas equivocadas.
Como professora de escola pública nas décadas de 1970, 80 e 90, fui testemunha da aplicação de leis, regimentos e normas pretensamente democráticas, inovadoras e revolucionárias, impostas ao professor como panacéias solucionadoras de todos os problemas educacionais.
A escola transformou-se em entidade predominantemente assistencialista e ao mestre era atribuída toda a responsabilidade pelo insucesso do aluno ─ a reprovação, se ultrapassada determinada porcentagem, era sinônimo de incompetência didática. O professor foi perdendo sua autonomia e, sem ela, sente-se desprestigiado, desmotivado e desestimulado e seu aluno percebe esse desencanto. 
Para esse processo de desconstrução, vários outros fatores contribuíram. Entre eles, ainda da perspectiva do docente, destaco o tratamento dispensado aos cursos de formação de professores da Educação Básica. Aos docentes que atuavam nesses cursos recomendava-se, não oficialmente, agir com complacência e não exigir muito do aluno na atividade didática. Isso porque o perfil da clientela, segundo orientadores e diretores de escola, era formado por adolescentes menos favorecidos economicamente e com poucos subsídios culturais e que, muitas vezes, ignoravam o alcance de sua vocação.Não seria essa uma forte razão para se elevar o nível desses jovens, futuros mentores da fase mais importante e decisiva do ensino, a alfabetização? O que pensar de cursos de graduação em Pedagogia que serviram durante algum tempo de meio de aquisição de maior remuneração para docentes e acesso à classificação privilegiada na atribuição de aulas?
Via e vejo nessa atitude facilitadora e desvirtuada uma contradição que só poderia resultar no quadro preocupante que hoje mobiliza institutos de pesquisas, educadores e especialistas em educação para tentar revertê-lo. A ausência de atração pela carreira docente entre estudantes do Ensino Médio soma-se ao desalento do magistério e cria uma lacuna perigosa na formação de outros profissionais? Quem irá orientá-los? Qual é a saída desse labirinto?É óbvio que há soluções e elas já foram apresentadas por pesquisadores abalizados como Bernardete Gatti, da Fundação Carlos Chagas. Agora falta aplicá-las. Os professores estão fugindo não por covardia, mas em busca da própria dignidade.
(*) Doutora em Linguística e em Língua Portuguesa e suporte pedagógico de Português no Ético Sistema de Ensino
(www.sejaetico.com.br)
 

quinta-feira, 4 de julho de 2013

VÍDEO-AULAS (22 - 28)

Vídeo-Aula 22 - Profissão Docente: Professor Leitor
A aula mostra que na nossa sociedade a leitura é valorizada. A leitura é considerada um aprendizado à distância, uma forma de aproximação com diversas realidades. Toda a leitura é uma educação à distância.
Toda a leitura é um aprendizado e todo aprendizado é uma leitura, uma interpretação. O mundo é um livro aberto. Leitura não é apenas olhar símbolos grafados, mas abrir-se para a realidade.
O professor deve ser leitor. a medida que eu me torno um leitor eu me liberto, dos meus preconceitos, dos velhos conceitos, me abro para uma nova realidade.

No Brasil, verificamos que os brasileiros leiam 4,7 livros por ano, tem uma biblioteca pública para cada 33 mil habitantes e quase 70% das escolas públicas não tem uma biblioteca. As mulheres leem mais que os homens.
Observa-se que os professores não tem o hábito da leitura, consequentemente, ele tem dificuldades de incentivar os alunos a ler e acaba-se a obrigar o aluno a ler.

Considerações:
Há uma frase de Guimarães Rosa "Porque existem os analfabetos das entrelinhas" que mostra que não basta estar alfabetizado, ler um bilhete, por exemplo. É necessário ter uma formação literária, saber interpretar o livros, a própria vida e os alunos.
A experiência da leitura pode questionar, ampliar, revolucionar, aperfeiçoar nossa visão de mundo e nos fazer criar um sistema pessoal de convicções. O professor deve ser alguém que inspire e entusiasme o interesse de aprender, não pode ser apenas um funcionário que cumpre a sua tarefa.
Segue reportagem da Revista Nova Escola destacando a importância do professor ser leitor...

Formação literária do professor: nunca é tarde para gostar de ler: Muitos professores brasileiros não tiveram a chance de construir uma história como leitores de literatura. Mas sempre é tempo de criar o hábito de leitura e também inspirar seus alunos

Você terminou de ler um romance. Chega à escola e corre para compartilhar a experiência com os colegas. Fala sobre os conflitos do personagem (sem entregar o fim da história, é claro) e comenta que já viveu vários dos questionamentos narrados na história - razão pela qual a trama prendeu a atenção do começo ao fim. Outro professor aproveita para dizer que já leu algo do mesmo autor - e a conversa continua, animada, até a hora de a aula começar.

"Um mesmo livro nunca é o mesmo para duas pessoas", já disse o poeta Ferreira Gullar. Essa experiência, ao mesmo tempo pessoal e coletiva, é tão rica porque nos permite entrar em contato com uma realidade diferente da nossa - e, graças a isso, (re)construir nossa própria história dia após dia.

Porém a realidade de grande parte dos docentes brasileiros está bem longe disso. Muitos não tiveram acesso a obras literárias em casa nem construíram práticas sociais de leitura (na Educação Básica e nos cursos de graduação universitária). "O professor médio brasileiro do ensino público teve pouco acesso e estímulo a ler. Por isso, conhece poucas obras de literatura contemporânea e clássica", afirma Zoara Failla, gerente executiva de projetos do Instituto Pró-Livro. Então, o que fazer para transformar essa pessoa que tem pouca familiaridade com a literatura em um agente disseminador de boas práticas leitoras? O mais importante é saber que nunca é tarde para se deixar encantar pela literatura e começar uma trajetória como leitor - ou, quem sabe, ampliar ainda mais os conhecimentos sobre os livros. Vamos nessa?

Por que ler
O leitor literário lê por razões variadas: rir, refletir, investigar, relembrar, chorar e até sentir medo. Lê porque mergulha no que autores e personagens pensam e sentem - no passado, presente ou futuro, em lugares distantes ou que nem sequer existem. Lê porque as narrativas literárias o ajudam a refletir sobre a vida e a construir significados para ela.

Como virar um leitor
Não existe um caminho único para se tornar um leitor literário. Você pode começar por textos simples do ponto de vista linguístico e depois passar para os mais complexos - ou iniciar por temas próximos e partir para os mais distantes. "E há os que preferem os grandes desafios desde o princípio porque sabem que eles têm algo a oferecer, nem que seja a estranheza", afirma Ana Flávia Alonço Castanho, selecionadora do Prêmio Victor Civita - Educador Nota 10. Um bom caminho para alavancar o gosto pelos livros é procurar uma comunidade de leitores (podem ser os professores da escola, os amigos, os parentes - o importante é encontrar gente que goste de ler). Em Andar entre Livros, Teresa Colomer, professora de Literatura na Universidade Autônoma de Barcelona, na Espanha, afirma que "ao compartilhar as impressões sobre uma leitura passamos a saber os significados que a obra tem para os outros, o que enriquece nosso repertório". Outra vantagem desse diálogo permanente é a troca de indicações de textos e autores.


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Vídeo-Aula 23 - Educação especial e inclusão: avanços e desafios - Desenvolvimento e educação de pessoas com necessidades educacionais especiais
O professor espera que haja uma regularidade e linearidade do processo de aprendizagem dos alunos e, os alunos que não aprendem não considerados deficientes. Assim, a relação entre o professor e o aluno fica dificultosa e a imagem do aluno fica negativa. O professor diz que o investimento da criança não adianta.
 
A dificuldade do professor com o aluno pode ser minimizada em algumas situações, por exemplo, com o aluno que tem deficiência sensoriais há o uso de tecnologias, como o braile, aparelhos auditivos e a libra. Assim, a criança pode acompanhar as aulas e ter a certificação ao final do ciclo.
Com a criança com deficiência intelectual, pode-se se pensar se é possível ensinar coisas além da socialização. É preciso se investir na criança para se verificar se é possível o processo de aprendizagem.
 
Plasticidade cerebral: propriedade do sistema nervoso que permite o desenvolvimento de alterações estruturais e funcionais, havendo uma capacidade adaptativa. Assim, uma criança que é surda que não adquire a linguagem oral e verbal pode sofrer transformações e a área da linguagem é transmitida, transformada, para a área da visão, há uma recuperação funcional.
É necessário investir na criança, quando mais nova melhor, e analisar a deficiência e habilidades presentes, fazer um diagnóstico.
 
Considerações:
Papel do meio (escola) e do professor em parceria com a família, no processo de mediação da criança deve-se:
- Identificar as dificuldades;
- Desenvolver as habilidades;
- Descobrir as potenciais;
- Respeitar as especificidades. 
 
O documentário que segue "Educação Especial" foi produzido para o MEC, em 2009, para mostrar a inclusão de alunos com necessidades especiais nas escolas regulares da rede pública, do ensino fundamental à universidade. Roteiro e Direção: Deborah Andrade. 2009
 
Vídeo retirado do site: https://www.youtube.com/watch?v=T5E_8ct-JEA acesso em 07/07/2013 às 16h37.
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Vídeo-Aula 24 - Educação especial e inclusão: avanços e desafios - Modelos de ensino: das concepções docentes ás práticas pedagógicas
As novas demandas da sociedade, os novos paradigmas, interferem e influencia as concepções do docente:
- inclusão de alunos especiais e o atendimento de camadas sociais que antes não frequentavam a escola, além, da preocupação que todos aprendam;
- as concepções de aprendizagem do docente;
- a integração curricular e o trabalho em grupo;
- o coordenador como articulador;
- ampliação X esvaziamento das atribuições da escola: conhecimento de mundo, ampliação dos conhecimentos X sensação que o professor tem que dar conta de tudo e pode perder o foco do que ensinar;
 
Inclusão escolar.... Observa-se a necessidade de...
- lidar e articular as diferenças sociais, econômicas, culturais e individuais (de desenvolvimento humano).
- trabalho em equipe/ coletivo;
 
Considerações:
A imagem que segue resume a complexidade do processo de inclusão e todos os grupos e pessoas que fazem parte: família, saúde, escola, como também, os professores, demais alunos, o aluno NEE, profissionais da saúde, os demais pais...
 
Imagem retirada da vídeo-aula 24 "Educação especial e inclusão: avanços e desafios - Modelos de ensino: das concepções docentes ás práticas pedagógicas" do Curso Ética, Valores e Cidadania na Escola da USP.
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Vídeo-Aula 25 - Profissão Docente: Professor Pensador
A aula mostra que o exercício da curiosidade, da reflexão e do diálogo com o extramental nos leva ao momento das decisões. Existem realidade fora que mim que me faz buscar outros conhecimentos.

Uma coisa é ter opiniões a cerca de tudo, "achismos", as pessoas falam de tudo, um economista fala de filosofia, por exemplo. Já as convicções são ideias buriladas, conceitos aprofundados. Nossas decisões estão alicerçadas nas convicções construídas.

Franz Kafka defende que "Tu és a tua própria lição de casa". Podemos pensar as lições de casa que muitos alunos desenvolvem que são burocráticas e não desenvolvem a reflexão dos alunos, não contribui para a aprendizagem.  
Quando a lição de casa é atraente e contribui para a aprendizagem, melhora a relação entre o professor e o aluno. 

Considerações:
Neste texto de Clarice Lispector "O primeiro aluno da classe" mostra que não podemos ser bom o tempo.
"Seu segredo é um caracol. O cabelo é bem cortado, os olhos são delicados e atentos. Sua cortês carne de nove anos ainda é transparente. É de uma polidez inata: pega nas coisas sem quebrá-las. Empresta livros para os colegas, ensina a quem lhe pede, não se impacienta com a régua e o esquadro, quando há tanto aluno desvarrado. Seu segredo é um caracol. Do qual não esquece um instante. Seu segredo é um caracol que o sustenta. Ele o cria numa caixa de sapato com gentileza e cuidado. Com gentileza diariamente finca-lhe agulha e cordão. Com cuidado adia-lhe atentamente a morte. Seu segredo é um caracol criado com insônia e precisão".
 
Conto   retirado    do    site: http://pt.scribd.com/doc/3377770/Lispector-Clarice-O-primeiro-aluno-da-classe       acesso   em   06/07/2013     às     23h14.
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Vídeo-Aula 26 - Profissão Docente: O Professor Autor

Observa-se que primeiro o indivíduo lê, depois interage com o texto da vida e num segundo momento se pensa e em sequência se cria e produz. 
As pessoas falam e pensam a todo momento e, quando fala o que pensa, tem uma certa autoridade, autoria.

O professor que só obedece, que não é autor, não pode propiciar esta autoria aos seus alunos. A autonomia docente não se conquista sem um estilo de ensinar. É uma conquista a medida que vai trabalhando.

No processo de ensino é necessário causar uma ruptura, um desconforto, para assim ensinar. É preciso surpreender os outros para criar novos espaços, ideias e convicções. O professor autor deve acompanhar e interagir com todas as idades com o uso das tecnologias.
 
Considerações:
A palestra que segue é focada no professor e partirá da seguinte questão: professor é ou não é autor? E o que falta para ele ser autor? Que postura deve assumir o professor autor? E o que ganha a Educação com o professore autor?
Será realizado um debate no formato aquário, no qual os professores tomam parte da atividade e exerçam um papel de protagonista. Nelson Pretto conduzirá o evento, com perguntas e provocações, incitando a discussão do papel do professor em relação ao material educativo.
 
 
Vídeo retirado do site: https://www.youtube.com/watch?v=P5JZdtOYx48 acesso em 07/07/2013 às 16h45.
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Vídeo-Aula 27 - Educação especial e inclusão: avanços e desafios - O professor não pode estar só - Parte I
Esta aula a presenta todos os integrantes do processo de inclusão e o olhar/foco de cada um, tais como as necessidades e desafios:
 
Famílias:
- busca de aceitação e acolhimento dos filhos;
- estabelecimento de vínculos e relações sociais;
- autonomia e dependência;
- busca de aprendizagem.
 
Demais famílias:
- receio de imitação e agressividade;
- "perder" em aprendizagem;
- valorização da inclusão como princípio ético;
 
Professores:
- Estar preparado ou preparar-se;
- Como garantir a aprendizagem;
- Como lidar com as diferenças;
- Disciplina e regras.
 
Crianças NEE:
- ouvir e escutar;
- reconhecer capacidades e habilidades;
- identificar necessidades;
- paradoxo da pluralidade;
 
Demais crianças:
- curiosidades e interesses pela diferença;
- regras do grupo: negociações e reflexões;
- respeito pelas diferenças;
 
Escola:
- importante papel da coordenação e direção;
- espaços de reflexão, planejamentos e avalição permanentes;
- sustentar dúvidas e perguntas;
- estabelecer parcerias com outros profissionais.
 
Profissionais da saúde:
- ênfase na dificuldade e deficiência (visão normalizadora);
- visão clínica e individual;
- pouco conhecimento do ambiente e dos desafios escolares;
- importante parceiro no processo de inclusão.

Considerações:
Segue artigo de opinião A inclusão, o professor e o aluno do dia 19/08/2010 | N° 2584

ARTIGO

Com a proposta de uma Educação para Todos, alunos com necessidades educacionais especiais passaram a frequentar o ensino regular, o que vem provocando dúvidas, incertezas e desestabilizando o professor que, ao deparar com o outro “diferente”, vê-se diante de suas limitações pessoais e profissionais, levando-o, muitas vezes, a demonstrar atitudes de não aceitação deste educando. É um dos maiores desafios que se vem enfrentando na área educacional, relacionado à formação do profissional que trabalha com alunos incluídos.

Como os profissionais, que já estão em exercício e que não têm formação especializada, vêm enfrentando a realidade inclusiva? Quais as dificuldades encontradas? A trajetória de vida, escolar e acadêmica dos professores tem influenciado no modo como eles vêm lidando com a inclusão deste aluno no ensino regular? Essas são algumas das indagações que nos levam a pensar a inclusão enquanto um desafio que passa pelas interações estabelecidas entre professor e aluno, pois ambos levam para a sala de aula suas histórias de vida, permeadas de significados, valores e crenças, socialmente apreendidos.

Parece urgente lançar um novo olhar sobre a formação de professores, no intuito de resgatar as “marcas” que estes carregam, num processo de interação entre suas dimensões pessoal e profissional. Esse desafio lançado aos professores é muito grande, e inúmeros não se sentem preparados para enfrentá-lo e, por isso, talvez, ainda predominem a visão e o discurso de que o aluno com necessidades educacionais especiais deva ser atendido por profissionais especializados, em classes especiais e em salas de recursos, ficando o mesmo num jogo de “empurra-empurra”.

Os pais também exercem papel fundamental no atendimento pedagógico do aluno, pois são os familiares que ficam e se responsabilizam por essas pessoas a maior parte de suas vidas, sendo também aqueles que dão o “lastro”, o suporte para melhor trabalhar com o aluno. Mas em algumas situações, os familiares têm dificuldade em aceitar a deficiência do filho, lançando sobre o professor expectativas que podem gerar confusão de papéis, e até uma certa transferência de responsabilidades, o que acaba por frustrar ambas as partes e por dificultar o processo inclusivo.

Para que ocorram transformações, é de fundamental importância repensar a formação do professor. Ir além do suporte teórico, voltando-se, cada vez mais, para o professor como um ser unitário, constituído de trajetória pessoal e profissional e que precisa (re)construir-se diariamente, bem como melhor adaptar-se e atender às novas demandas sociais e educacionais, dentre elas, a inclusão.
ALEXANDRE GIACOMINI|Professor de Física da rede estadual
 
Artigo extraído do site: http://www.clicrbs.com.br/dsm/rs/impressa/4,41,3010504,15325 acesso em 07/07/2013 às 16h49.
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Vídeo-Aula 28 - Educação especial e inclusão: avanços e desafios - O professor não pode estar só - Parte II
Segundo esta aula, a Constituição Federal do Brasil defende a igualdade de acesso e permanência das crianças com necessidades educacionais especiais nas escolas, contudo, isso não se tornou realidade em diversas escolas.
Observa-se com as crianças especiais implicações no modo de aprender, facilidades e dificuldades, e implicações no modo de comportamento.
Além disso, verifica-se a "frustração do professor" e a "inadequação do aluno" devido as dificuldades encontradas: 01 professor + 40 alunos + aula programada com diferentes matérias + diferentes modos e tempos de aprender + diferentes modos de comportamento .

As persistências/incapacidades do aluno aumentam a frustração do professor e cria questionamentos quanto a as expectativa do professor sobre o potencial do aluno + as expectativas do professor sobre sua capacidade de "fazer aprender".

Lidar com as frustrações é importante e envolve...
A revisão das expectativas:
- onde eu acredito que o aluno vai chegar;
- onde o aluno tem a possibilidade de chegar;
A revisão das perspectivas:
- como eu posso preparar a minha aula incluindo este aluno, respeitando as suas dificuldades e investindo nas suas potencialidades;

O professor busca ajuda da equipe da escola, que muitas vezes também entende não dispor de recursos para auxiliar, vê esgotado seu esforço e recursos esgotados achando que aquele local não tem capacidade para atender aquela criança. Assim, a dificuldade e incapacidade do aluno questiona a incapacidade do professor. Aluno e professor são culapados pelo insucesso, desencadeando a exclusão do aluno e a desmotivação do professor.
 
Considerações:
Quem pode ajudar neste processo de inclusão:
- A equipe escola: garantindo uma escola organizada e inclusiva; realizar encaminhamentos e solicitar serviços; realizar a busca e acesso a suporte, identificação dos recursos presentes na comunidade, estabelecimentos de parcerias, convênios em outras áreas, formas de ações conjuntas. 

- A equipe interdisciplinar: discussão com profissionais da Psicologia, Assistência Social e a saúde para realizar o diagnostico, realizar o acompanhamento a família e aumentar as possibilidades de intervenção. Todos se sentem mais capacidades, inclusive a criança. Este atendimento deve ser interdisciplinar para compartilhamento do saber e aumentar as possibilidades de intervenção.

segunda-feira, 6 de maio de 2013

VÍDEO-AULAS (1 - 7)

Vídeo-Aula 1 – Educação em Direitos Humanos: Origem histórica dos Direitos Humanos
A aula mostra os Direitos Humanos é como uma construção histórica feita das pelos povos. As declarações de DH surgem no momento em que o povo luta contra as injustiças e busca sua liberdade.

A origem histórica dos Direitos Humanos pode ser divida e entendida em três partes:
- Desde a pré-história, a histórica grega e medieval: As primeiras manifestações dos DH pela humanidade se deram pelos ritos e cerimônias, de nascimento e morte, nos momentos de decisões e nas manifestações: Os povos no momento do nascimento davam nome aos novos integrantes; verifica-se na encenação de uma peça grega em que um grego pede ao Estado o direito de enterrar seus mortos; os gregos decidiam de forma participativa, nas praças públicas, questões da vida cotidiana, tais como o momento de plantios e guerras; as manifestações na época medieval devido as guerra e epidemias.
- Modernidade: Observa-se também a construção dos DH na França, com a Revolução Francesa, tendo como princípios a liberdade, igualdade e fraternidade, decorrente da concentração de poder e dinheiro nas mãos de poucos.
Na América verificam-se as guerras de independência das colônias em busca da sua libertada.
- Contemporaneidade: É marcada pela Revolução Industrial e pelos movimentos sociais, em busca de melhores condições de trabalho, como também, pela primeira e segunda guerra mundial, marcada pelos avanços tecnológicos. O mundo é marcado por descriminações e massacres em grande escala, criando outra consciência no ser humano e a Declaração Universal dos Direitos Humanos.
Os Direitos Humanos são pouco conhecidos e trabalhados nas Escolas.

Considerações:
Clipe com música de Clésio Tapety sobre a Declaração Universal dos Direitos Humanos. Este clipe retrata os principais marcos da Declaração Universal do Direitos Humanos.


Clipe retirado do site: https://www.youtube.com/watch?v=lejN0qxXQfM acesso em 19/04/2013.
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Vídeo-Aula 2 – Educação em Direitos Humanos: Direitos Humanos na América Latina e no Brasil
Esta aula apresenta a construção dos Direitos Humanos na América Latina e no Brasil.
Na América Latina os Direitos Humanos chega tardiamente, não com o nome de DH, mas como uma luta contra os privilégios do outro, de quem tinha poder, tal como as rebeliões coloniais. Não era uma rebelião para a liberdade de todos, como dos escravos, mas para a liberdade da aristocracia.
Os países da América Latina foram colonizados e a maior parte da população não tinham direitos, tais como os escravos e os índios.

No Brasil, com a Proclamação da República, não observamos os DH, pois apenas uma pequena parcela da população tinha o direito de votar e ser votado e o critério era o poder financeiro.
Com a Revolução Industrial os trabalhadores reinvidicavam seus direitos, tais como redução da jornada de trabalho, contudo, os trabalhadores não enxergavam tais reinvidicações como direitos e os empregadores viam como "baderna", caso de polícia.
O Brasil teve sua experiência mais forte em DH com a Segunda Guerra Mundial onde o país assina a Declaração Universal dos Direitos Humanos, contudo, nem todos os direitos são incorporados e praticados, como a liberdade partidária.
Posteriormente os DH são "anulados" e não praticados devido a Ditadura Militar onde a população não tinha liberdade de expressão, sem direitos políticos e civis. Consequentemente, há uma luta e movimentos contra a censura, para a liberdade de expressão e para o direito de votar.
Neste momento há uma reorganização da sociedade brasileira.

A Escola deve incorporar os movimentos sociais para que o educando possa compreender e fazer mudanças, construindo uma cidadania de participação para que a Ditadura, por exemplo, não ocorra novamente.

Considerações:
Na revista Nova Escola na reportagem de Renata Costa verifica-se a origem da Declaração dos Direitos Humanos com a Revolução Francesa. Mesmo não acontecendo no Brasil e nem na América Latina, com certeza, influenciou os movimentos que ocorreram nestes locais.
Como surgiu a Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão?
A Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão foi anunciada ao público em 26 de agosto de 1789, na França. "Ela está intimamente relacionada com a Revolução Francesa. Para ter uma ideia da importância que os revolucionários atribuíam ao tema dos direitos, basta constatar que os deputados passaram cerca de 10 dias reunidos na Assembléia Nacional francesa debatendo os artigos que compõem o texto da declaração. Isso com o país ainda a ferro e a fogo após a tomada da Bastilha em 14 de julho do mesmo ano", explica o professor Bruno Konder Comparato, professor no Departamento de Ciências Políticas da Universidade de São Paulo (USP) e da Universidade da Cidadania Zumbi dos Palmares.
Havia urgência em divulgar a declaração para legitimar o governo que se iniciava com o afastamento do rei Luís XVI, que seria decapitado quatro anos depois, em 21 de janeiro de 1793. "Era preciso fundamentar o exercício do poder, não mais na suposta ligação dos monarcas com Deus, mas em princípios que justificassem e guiassem legisladores e governantes", diz o professor.
A importância desse documento nos dias de hoje é ter sido a primeira declaração de direitos e fonte de inspiração para outras que vieram posteriormente, como a Declaração Universal dos Direitos Humanos aprovada pela ONU (Organização das Nações Unidas), em 1948. Prova disso é a comparação dos primeiros artigos de ambas:
•O Artigo primeiro da Declaração de Direitos do Homem e do Cidadão, de 1789, diz: "Os homens nascem e permanecem livres e iguais em direitos. As distinções sociais só podem fundar-se na utilidade comum".
• O Artigo primeiro da Declaração Universal dos Direitos Humanos de 1948: "Todos os homens nascem livres e iguais em dignidade e direitos. São dotados de razão e consciência e devem agir em relação uns aos outros com espírito de fraternidade".
O professor chama a atenção sobre os direitos sociais, não mencionados explicitamente no texto do documento. "Ela se concentra mais nos direitos civis, que garantem a liberdade individual - os direitos do homem - e nos direitos políticos, relativos à igualdade de participação política, de acordo com a defesa dos revolucionários do sufrágio universal, o que corresponde aos direitos do cidadão".
Foi também na Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão que o lema da República Francesa se inspirou: "liberdade, igualdade, fraternidade". O professor Bruno afirma que, dos três, a igualdade era o mais importante para os revolucionários. "No turbulento período que se seguiu à revolução, sempre que foi necessário optar, sacrificou-se a liberdade em defesa da igualdade. É o que explica a centralização do poder e o regime do terror", afirma.
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Vídeo-Aula 3 – Convivência Democrática: A globalização e seus impactos nas culturas
Esta aula apresenta o mundo globalizado, a definição de globalização e os efeitos econômicos, políticos e culturais da relação global versus local.
A Globalização não é algo recente e refere-se a teias de relações.
São processos econômicos globais, ou seja, processos de produção, consumo, comércio, fluxo de capital e inter dependência financeira.
Este fenômeno posso ser exemplificado como: indivíduos indianos que trabalham no call center atendendo americanos e assistem em seus lares novelas brasileiras e notícias do mundo inteiro.

Como fica a Educação frente ao mundo globalizado?
A Educação deve preparar os jovens para:
- Mercado de Trabalho instável;
- Novas demandas, habilidades;
- Mão de obra competitiva e internacional;
- Organização do trabalho em equipe;
- Maior uso da força de trabalho;
- Um pequeno grupo de trabalhadores altamente qualificado e com grande remuneração e a grande parcela da população mal remunerada e pouco especializada.

Considerações:
A charge que segue retrata a globalização e os impactos culturais. O grupo que tenta fazer parte da globalização é convidado a entrar pela entrada de serviços, mostrando que este fenômeno não ocorre igualmente entre os indivíduos, ainda há desigualdades de acesso.
Imagem retirada do site: http://democraciapolitica.blogspot.com.br/2013/01/globalizacao-e-efeitos-adversos.html. Acesso em 05/05/2013 às 18h45.
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Vídeo-Aula 4 – Convivência Democrática: A convivência democrática na ótica dos estudos culturais
Esta aula apresenta as pesquisas dos estudos culturais e o conceito de cultura.
Os estudos culturais começaram a emergir após o fim da Segunda Guerra Mundial, com a expansão do capitalismo e com a indústria de massa, tendo em vista a construção de valores e significados mais democráticos.

Pode-se entender os estudos culturais como campo de pesquisa que pressupõe:
- Projeto político: tomar partido dos grupos desprivilegiados e reconhecimento das diferenças culturais;
- Inserção pós-moderna;
- Perspectiva inter/anti/pós/disciplinar: os estudos culturais se utilizam de qualquer campo teórico para desenvolver seus estudos, como também, do senso comum e dos conhecimentos indígenas, por exemplo.

Nesta perspectiva torna-se necessário a definição de cultura, que pode ser entendido como:
- Movimento antropológico: toda e qualquer prática social produzida pelo Homem;
- Contra movimento: questionamento do seu aspecto universal;
- Formação social, poder, regulamentação, dominação, subordinação, resistência e luta;
- Rompe a noção de baixa e alta cultura;

Como a cultura regula nosso modo de pensar e agir?
- Normativa:tudo o que fazemos tem um sentido dado pelas convenções da sociedade;
- Sistemas classificatórios: nossas ações são comparadas com os padrões estabelecidos pela sociedade;
- Novas subjetividades: novas identidades.

Considerações:
A página inicial que refere-se ao site da Biblioteca Virtual de Estudos Culturais da Universidade Federal do Rio de Janeiro. Organizada pelo Programa Avançado de Cultura Contemporânea e desenvolvida pela Coordenação Interdisciplinar de Estudos Culturais, do Programa de Pós-Graduação da Escola de Comunicação da UFRJ, integra o conjunto de bibliotecas virtuais temáticas do Sistema de Bibliotecas e Informação da UFRJ.
Os Estudos Culturais formam um campo de pesquisa, uma prática, ou melhor, um viés metodológico interdisciplinar para estudos na área da cultura - no sentido amplo dado pela antropologia, mas restrito ao universo das sociedades industriais contemporâneas e suas inter-relações de poder. Na sua agenda temática estão gênero e sexualidade, identidades nacionais, pós-colonialismo, etnia, cultura popular e seus públicos, políticas de identidade, práticas político-estéticas, discurso e textualidade, pós-modernidade, multiculturalismo e globalização, entre outros.
Página inicial do site: http://www.bibvirtuais.ufrj.br/estudosculturais/. Acesso em 05/05/2012 às 19h07.
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Vídeo-Aula 5 – Educação em Direitos Humanos: Ana Maria Klein entrevista Solon Viola
O tema central da entrevista é a representação sociais dos Direitos Humanos na Sociedade.

Como é a representação dos DH na sociedade?
Os Direitos Humanos é recente na sociedade brasileira e ainda não estão enraizados e surgiram na luta da população pela democracia e pela liberdade e contra pela ditadura, mas com um pensamento forte da classe dominante, com preconceito para com as classes desprivilegiadas.

Como está representação pode ser alterada?
Todos os movimentos e lutas que a sociedade travou, como a luta pela terra e moradia, construiu uma nova representação, com a clareza dos seus direitos civis e políticas, com uma condição de assumirem que são seres humanos e precisam se tratados como tal.
A educação neste processo é importante ao incorporar os DH, por exemplo, no Projeto Político Pedagógico, ou seja, o professor levando em consideração os conhecimentos dos alunos e os educando sendo tratados como dignidade.
A universidade também deve ser um espaço para estas discussões.

Como a Escola deve contribuir para tornar alunos sujeitos ativos de direitos?
A Escola, primeiramente, deve entender que o seu aluno é um ser humano de direitos e que tem conteúdos específicos de DH que o estudante deve saber.
O ser humano é o ser da palavra e do pensamento, assim, a Escola deve ser o espaço da palavra e do pensamento. Além disso, as pessoas entendem o mundo partindo do local onde elas moram.
O diálogo entre professor e aluno pode auxiliar na construção de espaços democráticos, que irá proliferar e resignificar os DH para os pais e a comunidade.
Isso não é fácil porque a sociedade brasileira e feita de privilégios, e os que possuem privilégios tem dificuldades de considerar como igual ou ser humano.

Basta conhecer os DH, mas não basta conhecer os DH?
Basta conhecer os DH, pois os brasileiros não conhecem. Quando todos conhecerem, a sociedade fará um grande avanço.
Quando se conhece os DH não se permite que o outro tenha uma vida que não seja digna, por exemplo. Quando não se conhece os DH você deixa que o outro decide por você.
Mas quando você conhece e não basta, o indíviduo faz os movimentos de empate com a sociedade e luta pelos seus direitos.

Qual o papel da Escola no conhecer, querer e praticar os DH?
1° O processo do conhecimento;
2° O conhecimento estabelecido como uma condição da cultura humana que precisa ser vivenciado;
Pensar os DH e problematizá-la a partir da realidade dos estudantes, tendo em vista que o saber humano tem em vista o saber universal, transmito, por exemplo, pelos meios de comunicação.

Considerações:
A Charge faz uma sátira ao conhecimento dos indivíduos sobre os direitos humanos, principalmente dos menos favorecidos socialmente, e a consequente não aplicação dos mesmos. As pessoas não conhecem e não tem condição de cobrar do poder públicos seus direitos.
Charge retirada do site: http://vousermembrodomp.wordpress.com/tag/direitos-humanos/. Acesso em 05/05/2013 às 19h20.
Na charge que segue ocorre uma sátira referente ao direito básico que o brasileiro tem de possuir atendimento médico gratuito com dignidade para se tratar e os médicos para trabalhar.

Charge retirada do site: http://profissoesdasaude.webnode.com.br/album/chargess/paciente-com-falta-de-ar-jpg/. Acesso em 05/05/2013 às 19h27.
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Vídeo-Aula 6 – Educação em Direitos Humanos: Direito Internacional e Educação em Direitos Humanos
Os DH que nos tornam pessoas. Ao nascer a pessoa tem a sua certidão de nascimento, documento este que dá o direito da pessoa frequentar uma escola.
Cada país tem seus direitos, algo construído pelos povos. No Brasil, é brasileiro quem nasce no Brasil. Na alemã é alemão quando os pais são alemães.
Outro exemplo foi na Segunda Guerra Mundial. Na Alemanha com uma campanha de nacionalização quem era da raça judia não era alemão, ou seja, os judeus perderam sua nacionalidade alemão e perderam o seu direito de proteção do Estado. Cidadania é o direito de ter direito.

Diante do nazismo a comunidade internacional cria um documento, a Declaração Universal dos Direitos Humanos em 1948, que apresenta todos os seres humanos como iguais e que os direitos são garantidos a partir do nascimento.

Os DH não deve ser apenas um documento, mas um norte para a prática pedagógica, considerando os alunos como seres de direitos, dando ao indivíduo oportunidades de desenvolvimento diverso.

A partir dessa declaração surgem convenções na luta de outros direitos, de acordo com as suas especificidades, ou seja, uma pessoa deficiente visual tem os seus direitos específicos.

Considerações:
Segue o clipe da música do grupo Legião Urbana "Que país é esse?" que faz uma crítica a violação dos direitos e deveres presentes na Constituição Federal. A maior parte das músicas deste grupo tem o intuito de fazer uma crítica aos pontos negativos do nosso país. Esta música pode ser um recurso para trabalhar com os alunos em sala de aula.
 
Música retirada do site: http://www.youtube.com/watch?v=hzSLhZqxXwE. Acesso em 05/05/2013 às 20h19.
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Vídeo-Aula 7 – Convivência Democrática: Os estudos Culturais e a Produção da identidade e da Diferença
Nesta aula é a apresentado a concepção de identidade, os jogos de força e o poder de definir e marcar a identidade e a diferença e, a pedagogia da diferença.

Concepção de identidade: Modo como as pessoas se vêem.
- Sujeito do Iluminismo: o indivíduo nasce com uma identidade que pouco se modifica ao longo do tempo. Na sala de aula podemos observar esta concepção quando um professor enaltece o talento de um aluno ou aponta alguns estudantes são "ruins" e não irão mudar.
- Sujeito Sociológico: nesta concepção o sujeito sobre com as influências do meio. Desta forma, as discussões sobre o processo de aprendizagem de um aluno leva em consideração o local de onde ele veio, a sua família, etc.
- Sujeito Pós-Moderno: nesta concepção o sujeito não é composto de uma identidade, mas de várias, como gênero, classe, etc..

A identidade refere-se a norma, o idêntico e o correto e, a diferença é vista no outro. Nesta nova concepção de identidade se desconstrói a noção de identidade única. O sujeito tem a possibilidade de assumir e largar múltiplas identidades. Desta forma, a identidade é contraditória, produzida e associada a diferença e está em constante processo de construção e reconstrução.
Nesta perspectiva, fica difícil definir o modo de ser das pessoas e consequentemente dos alunos, das suas famílias e dos professores.

Se a identidade e a diferença são construções sociais e não uma essencial que nasce com esse sujeito ou que eles internalizam do meio externo, quais estratégias que nos adotamos nas nossas práticas pedagógicas que marca o sujeito e colam ele identidades que eles carregam.

Reconhecer a todos na sua diferença e na sua capacidade de participação e tomada de decisão pelo bem coletivo.

Considerações:
Segue exemplos de algumas atividades retiradas da Revista Nova Escola para estimular o respeito à diversidade e formar cidadãos preocupados com a coletividade para os alunos da Educação Infantil de 04 a 05 anos.
Tempo estimado: O ano todo.

Materiais necessários: Retalhos de tecidos de diversas cores e estampas, linha, agulha, botões, papel, lápis de cor e giz de cera.

Desenvolvimento
Atividade 1 Reúna a turma em círculo para ouvir você ler histórias que tratem da diversidade e valorizem o respeito à diferença. Peça que todos comentem. A roda de conversa pode ser aproveitada para debater eventuais conflitos gerados por preconceitos.

Atividade 2
Convide os pais para fazer, junto com os filhos, uma oficina de bonecos negros. Ofereça o material necessário.
Depois de prontos, deixe-os à disposição na sala para as brincadeiras ou organize um revezamento para que as crianças possam levá-los para casa.
Os pequenos criam laços com esses objetos e se reconhecem neles.
Atividade 3 Um dos problemas enfrentados pelas crianças negras é relacionado aos cabelos. Não é difícil ouvir algumas falando que gostariam de tê-los lisos.
Mexer nos cabelos e trocar carinho é uma forma de cuidar delas, romper possíveis barreiras de preconceitos e aprender que não existe cabelo ruim, só estilos diferentes. Sugira que a turma desenhe em uma folha os diferentes tipos de cabelos (textura, cor etc.) que existem.

Atividade 4
Peça pesquisas sobre a história de alimentos e músicas de diversas origens. Planeje momentos de degustação e de escuta. As aulas de culinária são momentos ricos para enfocar heranças culturais dos vários grupos que compõem a sociedade brasileira. Conhecer músicas em diferentes línguas é um bom caminho para estimular o respeito pelos diversos grupos humanos. Isso se aplica a todas as formas de arte.

Avaliação
Observe em brincadeiras e falas se as crianças aceitam bem a diversidade e se todos valorizam suas origens e a auto-imagem.

Ideias de atividade retirada do site: http://revistaescola.abril.com.br/educacao-infantil/4-a-6-anos/nao-ao-preconceito-428197.shtml. Acesso em 05/05/2013 às 19h45.
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